segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Passeio para São Roque

Era pra ter mais um passeio antes, mas fui impedido pela km!
No feriado do aniversário de São Paulo 25 de janeiro, estava acompanhando pelo forum e pelo FB, a movimentação do pessoal. Um colega no forum me chama para fazer um passeio para a Caverna do Diabo, achei ótimo, visitei sites que falavam da caverna, e comecei a separar as tralhas pra levar.
Como tem trilhas, cavernas, fazem a recomendação de tipos de peças de roupa e calçados que devemos levar.
Tava TUDO certo, até que fui aplicar a vacina de pneu e verifiquei que a km da moto estava com 600 km, só a viagem de ida e volta pra Caverna do Diabo dá 600km, ou seja, eu perderia a garantia da moto pois a primeira revisão deve ocorrer com 1000km.
Tive que cancelar a minha ida!
Frustrado, fui verificar se o compressor de ar que está em casa há milênios estava funcionando... até está, mas o bico de encher pneu não, ou seja, nada de instalar a vacina de pneu.
Eu precisava ir até a Metrocar comprar a trava rosca líquida pra poder travar os parafusos do suporte do bauleto que soltam com a trepidação. Já coloquei na lista um compressor de ar.
Não consegui encontrar o compressor que eu vi na internet, mas comprei um mais simples, pequeno que tem o design de um pneu de carro. A Trava rosca líquida encontrei a que precisava, de torque médio.
Primeiro fui aplicar a trava rosca, tirei todos os parafusos, tanto do suporte, quanto da bandeja do bauleto e coloquei 2 gotas em cada.
Depois comecei a pensar onde ia ligar o compressor (ele só tem tomada de 12v)... daí lembrei que o carregador de bateria portátil tem uma tomada de 12v, pluguei o compressor lá, e funcionou. (assim não tive que ligar o carro pra ligar o compressor)
Seguindo as instruções, soltei a trava do bico do pneu pra esvaziar, cortei o lacre da vacina de pneu, rosqueei o aplicador e comecei a injetar... só que começou a vazar... dei mais uma apertada na rosca do bico, e parecia que tudo estava bem. Quando tirei a bisnaga do aplicador vi que 1/3 do líquido vazou por dentro e não entrou no pneu! Provavelmente eu não tenha cortado o lacre direito e a abertura ficou estreita demais pro líquido passar e a pressão fez o troço vazar pra dentro.
Reinstalei a trava da válvula liguei o compressor e comecei a encher o pneu... comecei a ficar preocupado pois o manômetro do compressor não se mexia, só depois de uns 5 minutos é que a agulha do manômetro começou a dar sinal de vida, levou mais 5 minutos pro pneu encher! Troço barulhento!
No pneu da frente, cortei mais o lacre até ver que a abertura estava totalmente liberada, daí foi tudo bem! Agora tenho que comprar mais um tubo da vacina pra colocar no pneu traseiro.
Dei uma volta com a moto, pois precisa rodar uns 2 km após a instalação da vacina pro líquido espalhar por igual dentro do pneu.

03/02/2013 - Passeio pra São Roque.
No grupo do FB começaram a organizar um passeio oficial - quem nunca participou de um grupo de motociclistas vou explicar no que consiste um passeio "oficial" de grupo - 1 ou 2 membros do grupo escolhem um local para fazer o passeio, estudam o melhor caminho, e o roteiro que será feito na cidade, horário de saída, paradas para abastecimento (quando necessário) e previsão de chegada com o local onde o grupo irá estacionar, comer, passear; horário de retorno e previsão de chegada. Dependendo do passeio o organizador vai até o local pra verificar as condições da estrada e levantamento dos locais de estacionamento e alimentação, dependendo do número de participantes precisa até ver se o local comporta a quantidade de motos. Além de escolher a equipe de suporte na estrada. - O passeio foi para São Roque, pela rodovia Raposo Tavares, seguindo pela rota do vinho até a Vinícola Goes, o ponto de encontro na cc New Point com direito a café da manhã (coisa fina, geralmente não tem isso). Muita gente ia só pra confraternizar no café da manhã, outros iam fazer os 2. No total foram mais de 30 motos no passeio, no café da manhã tinham mais pessoas.
Antes da saída o lider dá as explicações gerais sobre sinalização, formação do comboio, etc. Mostra quem vai estar no suporte e nos preparamos pra sair.
Armei o suporte da câmera na moto e programei o time lapse...como não rosqueei a câmera direito no suporte ela começou a girar.
Fizemos uma parada pra abastecer (meu tanque já estava cheio), aproveitei pra rosquear a câmera direito e partimos.
Adentramos a estrada e por causa do vento a câmera começou a virar pra cima, como não tinha nenhuma parada programada só tirou fotos do céu nublado... eu tinha que ter apertado mais o suporte, só que na pressa pra sair acabei apertando de qualquer jeito.
Viagem travada, chuvisco, e muitas curvas mas numa velocidade maior do que no Scooter Day.
Continuo ruim de curvas, tento aplicar o contraesterço, mas não adianta se meu corpo inclina pro lado errado... se aparece um buraco, daí a coisa piora. Mas chegamos todos inteiros. O que me irrita um pouco é que tem gente que não tem espírito de grupo e começa a tomar uma distância enorme do pelotão da frente, casais começam a "discutir a relação" durante o trajeto e também se afastam em demasia do pelotão... que coisa irritante, se não sabe andar em grupo viaja sozinho!
A permanência em São Roque foi curtíssima, só pra comer mesmo comprar vinho e vir embora.
Na preparação para o retorno apertei bem o suporte dessa vez, verifiquei se estava tudo firme, programei o time lapse...só que o imbecil aqui apertou o botão de desligar ao invés do obturador, como logo já estávamos rodando, não consegui reprogramar...sem fotos do trajeto.
O retorno decidiram fazer pela Castelo Branco, alonga um pouco, mas a estrada é melhor, a coisa foi confusa pois o líder ia pegar o rodoanel e seguir pra Perus os demais seguiriam pra São Paulo, algumas pessoas iriam acompanhá-lo.
Como o buraco entre o pessoal da frente e o que estava atrás ficou enorme, resolvi quebrar a formação e acelerar, se o cara da frente não tava nem aí, também acionei o botão do F_ _ _ - SE e tentei alcançar o pelotão, como nunca peguei o Rodoanel, não sabia onde seria o acesso.
Quando consegui avistar o pelotão eles já tinham pego o acesso, só que eu não sabia se a divisão era pra ser ali, ou se tinha outro acesso pra São Paulo no caminho que estavam pegando, na dúvida resolvi seguir em frente pois tinha visto uma Citycom seguindo em frente pela Castelo Branco e eu sabia voltar pra casa daquele ponto. Só que nessa bagunça acabei arrastando dois comigo, um deles sumiu em algum ponto da marginal, o outro seguiu em frente até que peguei o acesso pra Av. dos Bandeirantes.
Rodar pela marginal foi estressante, os carros cruzam de uma pista pra outra enlouquecidamente, a gente só percebe isso melhor de moto, não é a tôa que todos os dias têm acidentes ali envolvendo carro e moto.
Enfrentei a Av. dos Bandeirantes, devia ter entrado na Av. Roberto Marinho, mas como ela está em obras por causa do monotrilho, achei melhor evitá-la. Mas foi bom, o melhor de tudo foi passar pelos carros entalados e percorrê-la em poucos minutos.
Essa semana a Batmoto vai fazer a primeira revisão, vou aproveitar e fazer a troca do óleo das bengalas da suspensão dianteira, todos que fizeram disseram que ela melhora consideravelmente.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Review - Segunda pele e antiembaçante

Anti embaçante Seasub
O antiembaçante Seasub chegou, como de praxe pra testar, lavei a viseira, depois apliquei o produto conforme as recomendações. O cheiro é forte, mas desaparece logo e não fica incomodando o nariz.
Foi um pouco mais eficiente que o Motolux numa condição mais severa. Mas não faz milagres, ou seja, não é a solução definitiva para o problema de embaçamento.
Ele tem uma vantagem em relação ao Motolux, a viseira não precisa estar limpa, pois ele já faz essa função, então é mais prático pra carregar na moto.

Agora só falta a Película chegar, nem saiu dos EUA ainda, ela funcionando posso descartar a idéia de comprar outro capacete. Se bem que um escamoteável é super prático pra situações do dia-a-dia e mesmo para os passeios em grupo quando é preciso conversar com alguém.
Preciso amadurecer a idéia, andei vendo alguns e, obviamente, o que eu mais gostei era o mais caro da loja e já vinha com o pinlock, quando o vendedor me falou o preço (quase 3 mil!) perguntei se vinha com ar-condicionado e tv a cabo, era um Shoei Neotec, muito mais leve que os outros que experimentei, o Nolan N103 e o Shark Evoline 2 ( o Shark não tem pinlock, mas gostei do sistema de levantar a queixeira independente da viseira, mas pesa quase 2 kg).
Seria até mais higiênico ter 2 e alternar o uso, enfim, preciso mesmo pensar no assunto.

Segunda pele para verão:

Eu transpiro com uma facilidade grande, e uma das coisas que estava me incomodando nesse mundo das 2 rodas é que eu chegava nos lugares com a camiseta úmida de suor, eu não ando sem jaqueta, embora ela seja de tecido furadinho, sem vento, ela esquenta.
Como estou de férias (as aulas não começaram), comecei a elaborar um "plano" pra trocar de camiseta antes de entrar em aula, ok, tem lugar pra isso... mas e quando não tem lugar?
Foi daí que comecei a pesquisa sobre segunda pele pra verão.
Existem marcas que fazem as blusas de verão, com as mesmas características das peças de inverno, só que com tecido mais fino, a peça retira o suor do corpo e joga pra fora, só que essa é uma tática errada para o calor, seu corpo vai ficar produzindo suor e o que quer que esteja por cima da segunda pele vai ficar molhado... não é isso que eu preciso.
Encontrei a 100% Go Ahead com a linha para verão High Bio, essa sim funcionando como se deve, retendo o suor junto ao corpo para resfriá-lo.
Comprei a blusa, a calça e a balaclava na General Osório no centro de SP. 

E já aproveitei pra testar, coloquei a blusa, a camiseta por cima, a jaqueta e a balaclava. Trânsito pesado, cheguei em casa e a camiseta externa estava seca, só havia uma umidade leve nas axilas. Esse tecido realmente retêm o suor próximo ao corpo e não molha a roupa que está por cima, e você sente que a pele está mais fria, diminuiu a sensação de abafamento que eu sentia quando estacionava a moto em casa.
Mas definitivamente não é pra ser usada no inverno, é pneumonia na certa, pois dá pra sentir que o tecido fica frio por causa do suor. Quando bate o vento parece que ele está frio.
A linha pra inverno faz o contrário, tira o suor do corpo e leva pra fora pra manter a temperatura constante, ou seja, a roupa externa fica molhada.
Fiz uso da blusa em outras condições, vesti de manhã, com uma camiseta cinza por cima (é uma das cores que mais marca o suor), fiz diversas atividades físicas, sob o sol, em locais fechados e pouco ventilados, caminhando, etc. Ao final da tarde a camiseta estava seca e apresentando umidade nas axilas, mas sem aquela "pizza". O suor estava no corpo, a temperatura da pele gelada.
Mas, em uso indoor, não é uma peça confortável, pois você fica com a sensação de estar vestindo uma peça molhada, principalmente quando encosta as costas numa cadeira por exemplo. Quando o suor seca, você sente bolhas de ar quente em algumas partes do torax. Apesar disso, não deixarei de usá-la, lido com público, nada pior do que você passar a imagem de que está suado, grudento e precisando de um banho. Chegar nos lugares depois de suar e a camiseta/camisa estar seca "não tem preço".
A balaclava apresentou um efeito colateral, espinhas na testa. Como ela segura o suor, a espuma do capacete fica seca, mas o rosto e a cabeça ficam molhados e a junção calor+umidade+oleosidade = acne. Tentarei limpar o rosto todas as vezes que tirá-la pra ver se elimino esse problema.
Fiz o "teste do hotel", como estava usando a blusa há 3 dias, era hora de lavar, apesar de não ter cheiro, achei melhor dar uma lavada. Então fiz o teste do hotel, que é lavar a blusa na pia, torcer na toalha e ver se seca rápido, que é uma coisa que eu fazia quando viajava no estilo "mochila nas costas". Usei sabão em pó (sempre levo sabão em pó num potinho, sabonete de hotel deixa as roupas duras), deixei de molho alguns minutos, esfreguei com mais vontade na região das axilas, enxaguei, estiquei na toalha e torci. A blusa ficou quase seca, pendurei no cabide e coloquei perto de uma janela, levou pouco mais de 5 horas pra secar. Ou seja, é fácil de fazer a manutenção em viagens, não precisa ter várias.
Conclusão:
Apesar de alguns incômodos, é uma excelente saída pra quem tem problemas de camiseta/camisa suadas depois de andar de moto usando jaqueta. E descobri que essa marca faz a blusa com mangas curtas, como vou comprar outra, será essa de mangas curtas. E não só pra andar de moto, eu caminho muito e também fico em estado deplorável de suor, usarei também pra isso.

sábado, 19 de janeiro de 2013

19/01/2013 - Depois de um longo e tenebroso inverno...

Feliz 2013! Atrasado... mas tá valendo.
Estou de volta! Final de semestre, festas, férias... vamos agora as atualizações.
As incursões noturnas continuaram desde a última postagem até o dia 20/12, não todas as noites, mas sempre que dava.

21/12 - Primeira incursão diurna.
Eu já estava me sentindo mais seguro com a moto, acabei retirando o acelerador de pulso pois ele estava me atrapalhando nas paradas do semáforo, a moto ficava levemente acelerada e isto dificultava muito. Por mais que atrapalhasse, eu senti falta no começo, mas depois acostumei.
Bom, chega uma hora que, ou eu enfrentava o dia, ou vendia a moto.
Resolvi então encarar, precisava fazer umas compras no supermercado, coisa pouca, então resolvi pegar a Batmoto e enfrentar logo.
Como as escolas já estavam de férias, o trânsito fica um pouco mais leve, e o horário que eu peguei a moto pra sair (14h), é mais tranquilo. Cheguei ao supermercado sem problemas, evitando alguns corredores, só trafegando naqueles com espaço de sobra.
O tempo que se ganha estacionando a moto a gente perde pra tirar e guardar as tralhas - capacete, jaqueta, luvas.
Compras feitas e junto a elas 2 garrafas de vinho, uma amiga minha faz aniversário dia 25 e comprei o vinho para "bebemorarmos". Coloquei tudo no bauleto e voltei pra casa. O asfalto em algumas ruas é péssimo, têm tantos remendos que parece mais uma pista de rally.
Cheguei em casa, abri o bauleto e a surpresa... uma das garrafas de vinho quebrou com a trepidação, TUDO estava tingido, as embalagens de papel desmanchando, mas o bauleto provou que é bom, não vazou nada, foi só retirá-lo e levá-lo pra pia.
Depois de quase cair na saída do estacionamento e num cruzamento, resolvi comprar uma bota da linha Mondeo Stability, que eleva os pés 9cm. Eu fico na ponta dos pés quando subo na moto, nesses 2 lugares que eu quase caí tinham aquelas valetas de escoamento d'água da chuva, e não tem jeito, você sempre para o meio da moto ali... fui procurar o chão... cadê?! Consegui dar uma aceleradinha e ir um pouco pra frente e reencontrar o chão, mas faltou pouco pra cair.
O modelo que eu comprei foi esse:



22/12 - Segunda incursão diurna.
Eu precisava comprar uns artigos de papelaria e resolvi ir à Kalunga. Peguei e moto, vesti a bota nova pois eu precisava testá-la e fui.
A bota realmente melhorou o apoio, mas ela tem um pegueno problema, a área do zíper tem uma nesga interna que incomoda a perna quando se fecha o zíper.
Cheguei inteiro à loja, o trânsito estava tranquilo, sem apertos, estacionar foi ruim, pois as vagas pra moto são socadas num canto apertado do estacionamento!
Caminhar com a bota foi estranho pois o calcanhar chega antes ao chão do que o costume. Mas não chega a ser realmente um problema, você só sente que não está caminhando da mesma maneira do que caminharia com um calçado "comum".
Compras feitas, retorno, sem ocorrências.


25/12 - Trânsito pesado.
Como já havia dito, hoje é o aniversário de uma amiga e no final da tarde fui até a casa dela. Ela mora em Higienópolis, quando ia de carro, o caminho mais rápido é pela Av. dos Bandeirantes, 23 de Maio e subir um pedaço da Consolação. Eu ainda tenho medo da Av. dos Bandeirantes e 23 de Maio, resolvi pegar o caminho "por cima", Av, Jabaquara, Domingos de Morais, Bernardino de Campos e Av. Paulista... maldita hora! Chegando na Bernardino de Campos o trânsito trava, depois descobri que era o último dia da decoração de Natal.
Quase empurrando a moto com os pés, fui me esgueirando pelos corredores apertados, só escutava as buzinas de outros motoqueiros... é, eu dei uma atravancada no corredor.
O Citycom é grande, esterça pouco, mudar de corredor é quase impossível, não dá pra fazer aquela costurada no trânsito travado como as motos menores.
Consegui chegar inteiro, e não peguei nenhum retrovisor, a garrafa chegou inteira também, mas embalei ela em plástico bolha antes (gato escaldado...).
O retorno fiz pelo mesmo caminho, como já estava bem tarde pensei que tudo estaria mais livre... lêdo engano, Paulista travada! Só que dessa vez arranhei uns retrovisores, não tinha nem como, o povo tava dirigindo olhando pra cima!
Passada a Paulista, daí sim as avenidas estavam com cara de feriado... vazias.

Depois disso, férias.

13/01/2013 - Scooter Day
No grupo do Citycom no Facebook, vi o aviso sobre o Scooter Day logo que voltei de viagem.
Quando eu ainda estava no processo de tirar a habilitação A eu via as fotos e vídeos no forum do Citycom dos passeios em grupo que o pessoal fazia e ficava babando!
Agora chegou, finalmente a vez de ir!
São Paulo, desde que voltei, de cada 10 dias, chove 11! Mas isso não iria me desanimar! A lista foi aumentando no decorrer da semana e chegou a 100 motos.
Esse passeio foi o primeiro que reuniu vários grupos de scooters diferentes, uma viagem até o Guarujá pela Mogi-Bertioga e retorno pela Imigrantes.
O ponto de encontro "oficial" foi no posto do km 29 da Ayrton Senna, como muitas pessoas não sabiam como chegar lá, vários pontos de encontro espalhados pela cidade se formaram, e todos se dirigiram ao oficial no horário combinado.
Pra variar, minha ansiedade atrapalhou meu sono, acordei cambaleante as 5h da manhã, ajeitei as coisas na moto, tomei café e parti para o ponto de encontro mais próximo de casa, esse ainda mais extra oficial, 5 motos apenas. Partimos para outro PO na esquina das Juntas Provisórias com a rua do Grito. Tinha umas 15 motos lá. Depois que todos chegaram, partimos pro PO oficial, já em comboio... muito legal. Tão logo entramos na Ayrton Senna, o pessoal acelerou forte, tomei o primeiro susto, o guidão começou a shimar MUITO forte, tive que dar uma reduzida pra coisa ficar mais controlável.
No PO oficial, uma multidão!
Antes de sairmos, uma oração em grupo (que legal isso, é algo que a gente não imagina que vão fazer). As motos menores na frente e as maiores atrás, ritmo de 80km/h (as Leads não conseguem mais que isso). Não tinha como, todos os carros no sentido contrário olhavam, afinal 67 scooters (algumas motos salpicadas) andando juntas na estrada é algo que assusta qualquer um!
Só que infelizmente algumas pessoas não entendem sobre espírito de grupo, e o grupo que começou bem compactado, foi se espaçando, motos menores foram se infiltrando no comboio das maiores e começaram a abrir espaços enormes, algumas motos grandes fizeram a mesma coisa, e a beleza daquele comboio gigantesco se diluiu na estrada.
Primeira parada, mirante da Mogi-Bertioga, hora de reunir todo mundo. E mais uma vez, o grupo sai compacto e foi se dissipando no decorrer do caminho. Fila da balsa, era impossível ver o começo da fila! Quase não cabem todos de uma vez só, socaram as 8 últimas motos, a minha inclusive, mais um monte de gente a pé... não consegui descer da moto.
Na saída da balsa muita gente a pé filmou a saída do comboio de tão impressionante que foi ver 67 motos saindo da balsa... deve parecer um enxame de abelhas!
No Guarujá, o grupo se dissipou de vez, muitos foram para outras praias, fazer outros passeios, estava abafado, sem sol. Após o almoço, o grupo dissipou ainda mais, muita gente resolveu subir com medo da chuva.
Eu estava quebrado, quase 3 horas de estrada, tendo dormido pouco... dava tudo pra deitar em algum lugar e dormir até a hora de ir embora! Me juntei a um pequeno grupo que estava na praia, e por ali fiquei. Por volta das 15h o tempo começou a fechar, e todos os restantes se dirigiram para o estacionamento onde nossas motos estavam. A chuva começou fraca, ainda no estacionamento, um grupo saiu na frente, muita gente ainda não estava pronta, saí com o último grupo, paramos no posto pra abastecer e seguimos a jornada.
Depois de um trânsito pesado, chegamos à Imigrantes e logo paramos na cachoeira da Serra do Mar, algumas fotos, e logo partimos. A chuva apertou, meu capacete começou a embaçar muito, abri uma fresta e começou a respingar dentro da viseira... um sufoco! Fizemos a última parada no ex-Rancho da Pamonha para despedidas e a última foto. Passei um pano dentro da viseira, antes de saírmos, passei o pano de novo, fechei a viseira, acionei o botão do anti-embaçamento e rezei pra não embaçar. Com a velocidade, a viseira não embaçou mais, daí me separei do grupo e segui, estava gelado, cansado, só queria chegar logo em casa.
A moto é um espetáculo na estrada, a bolha, que tanto esquenta na cidade é uma grande aliada na estrada com chuva, deu pra manter uma boa velocidade.

Cheguei em casa com a adrenalina a milhão, daí eu vi que o capacete estava encharcado por dentro... eu nem lembrei de fechar a entrada de ar superior... e eu achando que era o vento refrescando a cabeça! A bota honrou o nome Dry, meus pés estavam secos, sei que scooter protege mais, mas enfiei diversas vezes os pés em poças d'água.
Só que a capa de chuva, pra mim, só serviu pra proteger a jaqueta, o calor não dissipa e eu transpiro em bicas, minha calça jeans  e camiseta estavam úmidas de suor, a jaqueta seca, as luvas ensopadas.
Vídeo do passeio, roubartilhado do Lázaro que postou o vídeo no grupo do Face:



Agora vou virar rato dos passeios, gostei muito da experiência, e a moto dá toda a segurança pra isso.

19/01/13 - Embaçamento da viseira.
Só preciso encontrar uma solução pro embaçamento da viseira, o líquido anti-embaçante que eu tenho aqui não funciona (Proauto). Viseira Pinlock pro meu capacete não tem em lugar nenhum.
Meu capacete embaça com uma facilidade absurda, no calor um pouco menos, mas no frio e quando chove a situação fica crítica, ele tem um botão que abre uma micro fresta na viseira, mas só funciona em movimento e acima dos 30km/h, no frio e na chuva, nem com reza braba. Dá vontade de enfiar um snorkel na boca e soltar o ar por ele. Se só o calor da pele já causa um embaçamento, respirou vira uma sauna a vapor!

Fazendo uma pesquisa na internet, li em vários foruns que o anti-embaçante pra máscara de mergulho Seasub, funciona as mil maravilhas, comprei, assim que chegar eu testo e faço um review.
Comprei no e-bay uma película chamada Pro Shield Fogcity, mas vai demorar pra chegar, também colocarei um review aqui.
Passei na viseira uma espuma anti-embaçante de uns mil anos atrás, não fabrica mais, essa é boa e tá funcionando ainda, vou usar até o Seasub chegar.
Existem algumas soluções caseiras, mas prejudicaram a visão, eu que devo ter feito errado, mas enfim: Molhar os dedos, passar no sabonete e passar na viseira, não embaça, mas tira a nitidez.
Papel toalha com álcool e gotas de detergente, mesmo efeito do sabonete.
Dizem que folha de mamona funciona... ok, se eu tivesse um pé de mamona por perto conseguiria testar.
Saliva, em óculos de mergulho não tem coisa melhor, mas no capacete, o cheiro da baba seca não é dos mais agradáveis.

E "ramo que ramo", motocando por aí, de dia, de tarde, de noite, pelas ruas e estradas! Meu carro, tadinho, tá encostado, preciso dar uma volta com ele pros pneus não ficarem "quadrados".





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

As incursões noturnas continuam

Nada como a prática para melhorar!
Apesar da correria do final de semestre, estou conseguindo encaixar os passeios noturnos.
Consegui fazer com que a viseira pare de embaçar, foi um detalhe besta, mas que fez toda a diferença! Quando vi que a viseira começou a embaçar, deixei a coluna mais reta e "magicamente" o vento começou a entrar pelos dutos do capacete e a viseira desembaçou, como pode essa pequena diferença de altura fazer tanta diferença?
Descobri isso na madrugada de quinta pra sexta.
Só fui voltar a andar na madrugada de hoje, terça pra quarta, e andando com a coluna mais ereta a viseira não embaçou. A bolha do Citycom é realmente muito alta para quem é baixinho, se fosse uns 10 cm mais baixa evitaria problemas com o embaçamento da viseira. Não é a tôa que muitos proprietários acabam instalando uma bolha menor. Ao mesmo tempo que existem as vantagens existem também as desvantagens de uma bolha alta. Estou andando a noite, está mais fresco, mas durante o dia, com sol a pino, a ausência de vento deve ser sufocante. O capacete sozinho já é quente, imagine com sol batendo nele e sem vento pra refrescar!
Mas isso será algo que enfrentarei mais pra frente, quem sabe, na semana que vem, num domingo, eu dê umas voltas durante o dia.
Passear de madrugada é uma delícia, não existe a tensão do trânsito, as ruas estão livres, a temperatura amena.
Pena o asfalto de Sampa estar tão detonado! Em algumas vias, você chacoalha tanto que parece que vai ser ejetado da moto! Haja braço pra segurar a moto! O banco confortável ajuda bastante!
No próximo passeio farei algo "vida real", vou até um supermercado 24h, estacionar, guardar o capacete no bauleto, fazer as compras, e voltar. Parece uma bobagem, mas ainda não passei pela experiência ritualística de estacionar, guardar capacete, trancar a moto, colocar a trava, etc.
Depois eu volto pra dizer como foi!


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Segundo tour da madrugada

Tudo foi melhor hoje! Menos insegurança, consegui acionar setas e lampejar o farol sem olhar para os botões.
Ainda estou ruim pra parar, por duas vezes fiquei em pé, saindo do banco pra não deixar a moto cair.
As curvas melhoraram.
O passeio foi mais longo, mais de 20km rodando, prolonguei o percurso, ontem fiquei bem próximo de casa.
A viseira do capacete está embaçando muito, fui andar com a viseira toda fechada e embaçou tudo! Usei o botão que abre uma frestinha e não adiantou, tive que abrir um pouco mais.
Vou dar um banho de anti-embaçante pra ver se melhora, foi tenso!
O barulho de turbulência com a viseira fechada é bem alto, já tinham me falado que a bolha alta faz isso.
Minha próxima incursão madrugada adentro, provavelmente de quinta pra sexta, farei o percurso "alternativo" pra ir ao trabalho, porque o caminho "comum" envolve a Av. dos Bandeirantes e 23 de maio... nem pensar andar de moto nessas vias!
Aos poucos vou criando "colhões" e dentro em breve sairei de dia! Preciso me sentir mais seguro mesmo, dominando mais a moto, me sentindo integrado à máquina.
Quem sabe antes do Natal eu já consiga ir trabalhar de moto!
Nada como insistir e praticar pra sentir a evolução!
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Enfim a Batmoto perdeu a virgindade!

Minha habilitação ficou pronta HOJE 26/11! Finalmente! Uma novela!
Fiz a prova prática dia 13/11.
Esperei as ruas esvaziarem pra poder desvirginar a Batmoto. A meia-noite, tirei ela da garagem e já batizei! Deixei ela cair! A bicha é pesada, eu fico na ponta dos pés, qualquer erro de apoio e lá vai a moto pro chão, e foi isso que aconteceu, achei que tava apoiando o pé na guia e o pé foi pro asfalto, daí ela foi tombando, tombando e catapof! Ganhou seu primeiro arranhão de guerra!

Depois de colocá-la em pé, liguei novamente e fui pra rua! Se as ruas não tivessem vazias seria um desastre! Não tinha andando com ela ainda e estranhei bastante! A moto comum vc segura ela nas coxas pra fazer as curvas, e te dá mais segurança... um scooter não tem isso, abri tanto a curva pra sair do condomínio que parecia que eu queria subir na calçada do outro lado da rua!

Me atrapalhei inteiro pra parar na esquina... essa coisa de acelerar na mão me confunde um pouco! A moto comum é só apertar a embreagem que vc corta a aceleração... no scooter não tem embreagem, quase não consigo parar na esquina!

E foi assim todas as vezes que precisava parar, eu quase caía! Ou parava longe demais!
Aos poucos fui me acostumando em desacelerar, acionar os freios... mas ainda me senti BASTANTE inseguro! Tanto que não conseguia parar entre os carros nos semáforos, parava atrás, deixava todos saírem na frente. Isso porque quase não tinham carros nas ruas.
Fora que eu não encontrava os botões da seta, lampejo de farol sem olhar...as luvas atrapalham bastante!

Fiquei rodando por quase uma hora, fiz percursos diferentes. É SUPER estranho, depois de certa idade sentir essa insegurança toda de ser "novo de carta". Dirijo qualquer veículo de 4 rodas, mas hoje fiquei me "cagando" andando de moto!
Mas o jeito é persistir e praticar, serão MUITAS madrugadas de treino, e só assim mesmo pra adquirir segurança, acostumar com a moto e começar a enfrentar a selva aos poucos.

E dei sorte, depois de uma hora que havia retornado pra casa, começou a chover!

Ainda acho que deveria ter comprado uma moto menor, mais leve e manobrável, mas agora já foi, o jeito é acostumar! "É o que tem pra hoje"!

Se não chover, amanhã será mais uma madrugada de passeio!


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Enfim a prova prática!

Após semanas sem notícias, estou de volta.
Não tinha muitas novidades.
Após um longo e tenebroso "inverno", finalmente fiz a prova prática!
Ainda bem que não caiu o dilúvio igual a segunda feira, mas estava chovendo!
O que mais me impressiona na pista de moto do Ibirapuera é a total falta de sinalização das auto-escolas, a primeira vez que você vai fazer a aula, fica rodando como uma barata tonta procurando seu instrutor, ninguém usa crachá, ou qualquer tipo de sinalização referente a auto-escola, das poucas tendas existentes, somente uma tem o logo da auto escola. Algumas auto-escolas nem tem tendas, os notebooks usados para dar entrada no sistema do Detran para inserção das digitais ficam em prateleiras debaixo das árvores.

E no dia da prova não é diferente, no meu caso o instrutor que me acompanhou na prova não era o mesmo das aulas, ou você observa e pergunta, ou fica sem saber. Eu descobri quem era meu instrutor quando vi as motos da auto-escola paradas perto de um grupo de pessoas.
Aí começa-se a sentir a tensão no ar, as fichas de avaliação são entregues, os fiscais chegam, evacua-se a pista, e forma-se a fila. Uma vez na fila, antes de entrar na área de avaliação, assina o protocolo de presença.
É tudo relativamente rápido, parece que vai demorar horas, pois a quantidade de pessoas é enorme! Mas é só impressão, o percurso não dura 5 minutos e você só passa uma vez por ele, pega sua avaliação e vai embora. Cheguei lá por volta das 06h30 e estava entrando no carro pra ir embora as 07h50.
Com a chuva fraca que estava caindo, vesti minha capa de chuva (calça e jaqueta) ainda no carro. A prova vc tem que fazer com a viseira do capacete fechada... chegando próximo à entrada da pista de avaliação, fechei a viseira e ela começou a embaçar, e muito! Fiquei na boca da entrada sem conseguir ver o fiscal, ainda bem que ele grita: "VAI". Fiz o percurso quase no "tato", a viseira desembaçou pouco, a moto estava levemente acelerada, e fazer o "quadrado" só foi possível queimando a embreagem e rezando pra não cair nem sair da pista. Tentei não respirar pra ver se a viseira desembaçava um pouco... sem sucesso!
Mesmo sem conseguir ver muita coisa, fiz o slalom com certa facilidade e cheguei à parte da maldita faixa amarela! Apesar de mal conseguir vê-la, passei por ela como se deveria!

Enfim, passei na prova prática! Agora é esperar a habilitação chegar!
Que luta esse processo de acrescentar a categoria A! Mas tudo deu certo!

Depois que eu tirar a "virgindade" da Batmoto, eu volto aqui!